Qual a importância do açúcar para a saúde do cérebro?



O açúcar é o combustível que gera a energia para o corpo. Portanto, ele é necessário. Mas então, por que existe tanta campanha contra o consumo de açúcar? É porque existem tipos e quantidades específicas que se deve consumir.

Em primeiro lugar, é essencial deixar claro que o açúcar que é recomendado para consumo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, é o natural, aquele que já está nas frutas (frutose) ou no leite (lactose), por exemplo. Os demais tipos, que são adicionados aos alimentos através de processos industriais, devem ser reduzidos ao máximo ou mesmo eliminados da alimentação.

Com esse esclarecimento fica mais fácil compreender que açúcar não é tudo a mesma coisa, e o tipo que o corpo necessita é a glicose natural. Mas então, como é que essa glicose atua no cérebro e por que ela é necessária para o funcionamento de todo o corpo? Veja a seguir.

Efeitos do açúcar no cérebro

Para compreender a importância do açúcar para o cérebro, é necessário saber que quando se fala em açúcar, nesse caso, é o mesmo que glicose. Ela é um composto orgânico, ou seja, natural, composta por grandes moléculas.

Ao ser ingerida, ela passa por um processo chamado de oxidação catabólica, o que significa que ela é separada em moléculas menores. Ela libera uma quantidade de energia que vai suprir as diversas células do corpo.

Por sua vez, essas células vão usar essa energia para fazer o processo de metabolismo, que são todas as reações químicas que ocorrem no corpo, inclusive no cérebro, que é o responsável por enviar e receber todas as informações de tudo o que acontece dos pés à cabeça.

Agora já deu para perceber o quanto essa energia gerada pela glicose é importante para fazer qualquer tipo de atividade, do momento em que você acorda até quando vai dormir. Então saiba quais são os efeitos da glicose de forma mais específica.

Alimentação do cérebro

O cérebro necessita da energia da glicose para funcionar. Claro que não só dela, mas ela é parte importante do processo. Para cada 100 gramas de tecido cerebral, são absorvidas 5,6 miligramas de glicose a cada minuto.

As partes do cérebro que mais consomem essa energia são os neurônios. Enquanto outras células do corpo conseguem absorver energia de outras fontes, os neurônios alimentam-se praticamente só de glicose.

Sendo assim, pelo fato de o cérebro ser o centro de recepção e de envio de sinais de todo o corpo, ele consome 20% de toda a energia que o organismo fabrica. E quase toda ela vem da glicose. Ou seja, considerando o corpo inteiro, o maior consumidor de glicose é o cérebro.

Desenvolvimento de doenças neurológicas

A glicose precisa fazer o seu processo de metabolismo perfeitamente para que o cérebro seja capaz de gerar neurotransmissores. Eles são os “conectores” entre cada parte da sua estrutura, responsáveis por receber e por enviar as mensagens de tudo o que acontece no corpo a cada segundo.

Se o metabolismo da glicose for defeituoso, pode acabar gerando alterações neurológicas, além de Alzheimer, demência, diabetes tipo 2 e obesidade. Como se não bastasse, se os neurônios não conseguirem se alimentar da glicose, que é a sua principal fonte de energia, eles vão usar a própria energia até que acabe e eles morram.

Liberação de efeitos colaterais

Outro fator que mostra a importância do açúcar para o cérebro é que quando há falta de glicose no organismo ou seu processo metabólico está com defeito, há o risco de desenvolver os problemas mencionados acima. Mas antes de chegar a esse ponto, o cérebro vai enviar diversos sinais para avisar você de que há um problema sério acontecendo.


Esses sinais são os efeitos colaterais: irritabilidade, confusão mental, sonolência, enjoo, sudorese, ansiedade, fraqueza e fome. Nem sempre virão todos juntos, vai depender de cada organismo e no estágio do problema. Há pessoas que sentem boa parte desses efeitos quando estão com muita fome, então basta comer que o problema se corrige.

Depois de comer, se ainda não houver glicemia o suficiente no corpo, o cérebro vai pedir mais. Os efeitos colaterais a médio e a longo prazo, caso não seja atendido, podem ser convulsões, desmaios e até coma. Por outro lado, se o nível de glicose subir demais e assim permanecer, os efeitos serão de muita sede, dor de cabeça, visão turva, dificuldade de concentração, perda de peso e excesso de urina.

Quantidade certa para consumir que não prejudique em outros aspectos

A importância do açúcar para o cérebro é imensa. Mas não é tão simples apontar uma quantidade exata de glicose para consumir sem prejudicar o organismo, pois cada pessoa tem limites e necessidades diferentes. O que é muito importante deixar claro é que praticamente tudo o que se come é transformado em glicose, não apenas as fontes doces.

Portanto, se você tiver uma dieta apenas comendo uma variedade de cereais, de tubérculos, de legumes, de frutas, de verduras, de carnes, de laticínios e de sementes, tudo isso vai acabar virando glicose de boa qualidade para suprir as necessidades energéticas do seu corpo.

Então, na verdade, o organismo não necessita de açúcares dos alimentos efetivamente doces para obter energia. Essa não pode ser uma desculpa para colocar alimentos de má qualidade na sua dieta.

Porém, é bom saber que o grupo de alimentos que vira glicose em maior quantidade são os carboidratos. E se essa glicose, ao virar energia, não for utilizada, vai acabar sendo armazenada como gordura.

É por isso que nas dietas de emagrecimento cortam-se os carboidratos, em especial os industrializados. Pois além desse efeito, eles não fornecem a mesma quantidade de nutrientes ao corpo como os carboidratos naturais, que são as batatas, o arroz, as leguminosas, as frutas, as hortaliças, os laticínios e os cereais.

Sendo assim, a maneira mais eficiente de consumir a quantidade certa de glicose é indo a um nutricionista para fazer exames e saber do que o seu corpo precisa: o que está sobrando e o que está em falta. A partir daí você saberá o que pode comer para manter seu corpo saudável.

Quando consome-se glicose demais, o corpo pode desenvolver hiperglicemia. Quando consome de menos, desenvolve hipoglicemia. Isso pode ocorrer tanto pela ingestão de alimentos de forma errada quanto por “defeitos” no funcionamento do metabolismo. Nas duas situações o diabetes está envolvido.

Nesses casos é ainda mais importante ter acompanhamento médico, pois os efeitos colaterais podem ser graves. Além disso, é necessário controlar a alimentação para sempre, pois o diabetes não tem cura.

Além dos alimentos, o próprio corpo guarda reservas de glicose para momentos de necessidade. Ele é capaz de transformar composto chamado glicogênio em glicose, que está presente no fígado e um pouco nos músculos.

Dica: pratique o equilíbrio

Agora que você conhece a importância do açúcar para o cérebro, e também sabe que ele pode vir apenas de fontes naturais e saudáveis, bem como deve ser consumido de forma equilibrada, comece uma transformação na sua rotina. Tenha hábitos saudáveis, alimente-se bem e pratique atividades físicas. Assim, você irá viver mais e melhor.



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